Haiti : um protectorado do mundo

A situação do Haiti terá que passar por um retorno ao estatuto internacional de protectorado; não já da ex potência colonizadora (a França), mas um protectorado de todo o mundo. O Haiti dever ser um protectorado no sentido literal da palavra: um povo que deve ser protegido.

A capital do Haiti (Port-au-prince) só tem uma solução viável: ser praticamente toda terraplanada e reconstruída de raiz. Ora isto exige um esforço enorme, não só financeiro como de meios logísticos e técnicos ― coisas que o Haiti não tem. Por outro lado, essa reconstrução não se consegue sem segurança e sem disciplina que só podem vir de forças do exterior.

Naturalmente que os países que investirem na reconstrução de raiz do Haiti deverão ter algumas contrapartidas, porque não há almoços grátis. Por exemplo, a possibilidade de se instalarem fabricas de mão-de-obra intensiva (aquelas que já fugiram de Portugal) na área dos têxteis e do calçado, ou fábricas de transformação de pescado; ou na construção de hotéis de cinco estrelas para exploração do turismo, construção de marinas para barcos de recreio, etc.

Só depois do Haiti entrar na senda da recuperação económica, poderá paulatinamente ir-se livrando da sua nova situação de protectorado do mundo. Para já, negar-se a este estatuto significará o prolongar ad Aeternum do sofrimento e da miséria inaceitável em que vive aquele povo.

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