A realidade espiritual de um “duro” de ouvido

Existem pessoas que, para além de serem “duras” de ouvido, não têm sensibilidade musical. Eu conheci um indivíduo que era inteligente suficiente para se formar em medicina, mas para além de não valorizar a música (não apreciava a música), era tão “duro” de ouvido ao ponto de não saber cantar a melodia mais simples.

Para essas pessoas, a música existe essencialmente para os outros, ou a música existe como qualquer coisa que elas não entendem bem. Para elas, a melodia que é característica da música é “inverificável” ; elas apreendem apenas um arrazoado de sons a que não conseguem dar um sentido coerente. Para essas pessoas, ouvir uma peça de Beethoven ou um disco de música “punk” não faz muita diferença. Em função dessa característica, essas pessoas não acreditam na música como arte, embora tolerem a ideia de que as outras pessoas “acreditem” que a música é uma arte.

Para uma pessoa dura de ouvido e sem sensibilidade musical, o facto de alguém considerar a música como uma arte, é uma espécie de crença. A sua experiência pessoal não lhe permite validar a realidade musical, ou seja, a música não faz parte da sua realidade senão como um conjunto de sons mais ou menos caóticos e indistintos.

De modo semelhante e metafórico, existem indivíduos que não têm sensibilidade espiritual, e conhecem os Deuses das diferentes religiões apenas através das respectivas comunidades de fiéis.

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Filed under Filosofia

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